sábado, 30 de julho de 2011

O Matrimônio


CÂNTICO DOS CÂNTICOS DE SALOMÃO 8:14 (parte 2)

A promessa de fidelidade e amor eternos (8:5-14). As filhas de Jerusalém veem o casal voltando para casa de sua viagem de lua-de-mel [ 1 ] e chegando nas vilas e observam que, dentro da carruagem real, a esposa está reclinada sobre o marido numa expressão de amor (para uma imagem paralela, ver 3:6).
Ao chegarem à vila onde a esposa nasceu, veem uma grande macieira, e o rei lembra sua amada de que, da primeira vez que ele a viu, ela dormia à sombra daquela árvore.
Então, ele aponta para a casa onde ela passou a infância e a lembra de que é o lugar onde ela foi concebida e onde sua mãe a deu à luz.
Mas aqueles dias haviam chegado ao fim. Agora, pertencem um ao outro e devem ser fiéis um ao outro. Ele pede que ela o coloque como selo sobre seu coração e seu braço, pois um selo refere-se à propriedade e à proteção. O amor uniu os dois, e esse mesmo amor os manteria unidos. O poder da morte e da cova é invencível, como também o é a força do amor. O marido e a esposa não sentem inveja um do outro, mas têm, um pelo outro, um ciúme tão intenso quanto o fogo de Deus.[ 2 ]. A esposa usa essa imagem do fogo e diz que ele não pode ser apagado pela água e que também não está à venda!
Qualquer homem que se oferecia para comprar amor era desprezado e rejeitado. Com essas palavras, o rei e sua esposa firmam o amor que sentem um pelo outro.
Os versículos 8 a 14 constituem um suplemento da história. Quando a sulamita volta para a casa de sua infância com o marido, lembra-se do que os irmãos diziam a seu respeito quando ela era mais jovem. Não acreditavam que estivesse pronta para se casar, pois ainda não havia amadurecido. As imagens do muro e da porta são relacionadas à virgindade da moça. Se ela fosse uma porta, uma mulher de fácil acesso, não seria uma noiva adequada. Porém, se ela se mantivesse pura, atrás de um muro, por assim dizer, poderiam entregá-la ao homem que pedisse sua mão. A sulamita afirmou claramente que era um muro e chegou ao leito conjugal como uma virgem pura. Porém, apesar da zombaria dos irmãos, ela se desenvolveu fisicamente e tem seios que seu marido admira (4:5, 6; 7:3, 7, 8).
Agora que está casada, os irmãos não podem mais colocá-la para ajudar a cuidar da vinha. Porém, Salomão é o dono da vinha e, como esposa dele, ela é dona de parte da propriedade! Os versículos 11 e 12 parecem referir-se a um novo "contrato de trabalho" que ela negocia entre seu marido e seus irmãos, remunerando o trabalho deles mais generosamente. Desse modo, podem contratar outra pessoa para assumir o lugar de sua irmã no cuidado da vinha.

O livro encerra com a sulamita em seu jardim, conversando com alguns amigos, quando o marido a chama, pois deseja ouvir sua voz. Onde há amor, o marido e a esposa desejam estar juntos e compartilhar ideias e sentimentos. Sem dúvida, há lugar para outros amigos, mas ninguém deve tomar o lugar do cônjuge que Deus nos dá. De que maneira a amada responde a esse chamado? Ela lhe diz para se apressar e partir com ela, pois os "montes aromáticos" (seus seios, ver 4:5, 6) estão esperando pelo toque do amado. É evidente que os companheiros no jardim não compreendem essa linguagem em código, de modo que ela não causa constrangimento algum. Maridos e esposas muitas vezes possuem uma linguagem carinhosa secreta que outros não entendem.

OBSERVAÇÕES
A presença de pessoas imaturas na igreja pode dificultar pregações baseadas em Cântico dos Cânticos, mas uma série de estudos sobre este livro pode ser bastante proveitosa para uma classe de noivos ou de recém-casados. Também pode ser ideal como base para sessões de aconselhamento pré-conjugal. Se, em nossa pregação e ensino, alegorizarmos algumas partes do livro, devemos antes apresentar a interpretação básica. Uma vez que o relacionamento entre Cristo e a Igreja é semelhante àquele entre o marido e a esposa, podem ser feitas certas aplicações nesse sentido.
Ao usar o Cântico dos Cânticos no ministério em público, devemos ser símplices como as pombas e prudentes como as serpentes, de modo a não permitir que nossas boas obras sejam interpretadas como perversidades. Há quem seja contrário a qualquer alusão que se faça de púlpito à sexualidade, enquanto outros se perguntam onde podem encontrar a ajuda de que tanto precisam nessa área. O pastor e mestre sábio consegue encontrar o equilíbrio apropriado.

Referências

[ 1 ] O termo "lua-de-mel" teve origem no século XVI, sendo usado para identificar o primeiro mês depois do casamento, quando os recém-casados demonstravam carinho especial um pelo outro. Esse novo relacionamento era doce como mel, mas poderia acabar com a mudança de lua. Os casais têm seus altos e baixos, mas não há motivo algum para que sua relação se deteriore em vez de se desenvolver.
[ 2 ] Essa oração - "veementes labaredas" - pode ser traduzida por "as chamas do Senhor". Caso se trate de uma tradução correta~ então esse é o único lugar, no texto original. em que o nome do Senhor é mencionado em Cântico dos Cânticos de Salomão.

Assim termina esta série de estudos sobre o livro de Cantares de Salomão extraído e adaptado do livro: Comentário Bíblico Expositivo de Warren W. Wiersbe .
Gostaria muito de que você que acompanhou estes estudos enviasse comentários dizendo se gostaram se foi edificante etc. Obrigado.

2 comentários:

  1. gostaria de saber se as mmulheres de salomao moravam juntas em uma so casa ou se moravam em casas separadas ( casas de inverno ou casas de verao ) preciso obter essa informaçao se alguem a tiver ; fica o meu muito obrigado ...

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    1. Olá pergunta.
      Sua pergunta é interessante, mas infelizmente não tenho uma resposta. Precisaria perguntar a um historiador para saber sobre os costumes da época. Deus abençoe e participe sempre.

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